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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Battlefield: Bad Company - Demo


Por vezes apetece-me jogar a tudo no geral e nada em particular. É nesses dias que experimento as demos que vou descarregando da PSN. Ontem foi a vez de Battlefield: Bad Company e ao contrário do que o nome indica, senti-me em boa companhia.

É basicamente um jogo não linear num campo de batalha. Quero dizer com isto que podemos visitar determinados locais à nossa escolha e abordar as missões de forma livre. Podemos entrar e conduzir vários veículos mas o que marca definitivamente o Bad Company é a possibilidade de destruição do cenário. Por exemplo, já não serve apenas escondermo-nos numa casa para escapar ao ataque de um tanque. As paredes da casa serão rapidamente destruídas e ficaremos expostos ao perigo. Árvores, barricadas, edifícios, tudo é destrutível e é interessante ver e fazer ir tudo pelos ares.

No jogo somos um dos quatro elementos de uma equipa e é aqui que encontro a maior queixa. Ora bem, se pertencemos a um grupo, não faria alguma lógica poder dar comandos aos nossos camaradas? Ficaria um jogo bastante mais táctico e interessante a meu ver. De notar que eu não sei se com o decorrer do jogo essa opção não é aberta, mas durante a demonstração, nada disso existe e parece que andamos com um grupo de desorganizados a criar escaramuças.

Quando morremos, nada é inicializado e reaparecemos no mapa mantendo tudo o que fizemos até agora, à laia das vitachambers do Bioshock. Por um lado, evita um carregamento que poderia ser longo e aborrecido. Por outro faz com que se dê pouco valor a manter-nos vivos e podemos fazer o jogo por insistência. Morremos, tiramos um pouco de vida ao inimigo, morremos, tiramos um pouco de vida, morremos, tiramos um pouco... bem já perceberam.

Não tive oportunidade de experimentar o online que, segundo dizem, é um dos fortes do jogo.

Battlefield: Bad Company a julgar pela demo é um jogo essencialmente variado, divertido e bem disposto. Se existisse alguma táctica na abordagem dos combates era provável que não resistisse à sua compra pois já se encontra este jogo a bom preço. Mas, visto que tenho tanto com que me entreter, para já fico apenas pela demo.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Army of Two - Matar saudades

Estava ontem ao computador a dar uns retoques aqui no chaço quando recebo o telefonema do meu amigo pessoal e companheiro de jogatanas online Olivetti_Triplo. Não sei se devido a um mau dia de trabalho ou por ter ouvido muitas notícias do Freeport de Alcochete, o Triplo estava com uma vontade imensa de matar, como é óbvio, virtualmente. Queria a minha companhia.

Warhawk
e Resistance: Fall of Man foram imediatamente sugeridos. Mas depressa chegámos à conclusão que não. O primeiro devido à sua intensidade peculiar precisávamos de um retiro espiritual e muita mentalização para lá voltar enquanto para o segundo era necessária uma actualização que no meu caso levava mais de uma hora. Qual a próxima opção?


Army of Two foi um jogo que comprámos especialmente para jogarmos os dois, algo que nunca aconteceu com muita frequência. Ainda fizemos uns quantos níveis juntos, mas na altura estávamos bastante viciados no Warhawk e a escolha pendia invariavelmente para esse. Apesar disso, ainda fiz a campanha completa em single player a qual gostei bastante, especialmente a parte táctica dos combates.

Ontem, depois de travarmos uma luta sobre-humana com os controlos para nos habituarmos novamente e entrarmos a sério no jogo, deu para passarmos uns bons momentos.

Army of Two é um jogo com alguns pontos fracos. É vazio, isto é, tem algumas salas para explorar, mas quando lá entramos, nada. Se é para isso, para que fizeram as salas? Além de matar inimigos, pouco mais há para fazer. Mesmo a questão das munições é estranha. Matamos dezenas e dezenas de inimigos e depois da secção estar limpa, percorremos a área para encontrar um, dois, talvez três pacotes com munições, não muito mais que isso. Na minha opinião, era preferível haver mais pacotes com menos quantidade de balas. A câmara tem vontade própria e é preciso muita habituação para ter alguma eficiência a combater. Isto baixa um pouco a jogabilidade, principalmente ao início.

Apesar de tudo isso, o jogo tem mais coisas boas que más. Tecnicamente está bem conseguido e é robusto. Não sendo do outro mundo, tem bons gráficos, bom som e não se encontram muitos bugs que estraguem a experiência. O jogo online é fluido e o suporte ao auricular é consistente, excepto quando está a carregar o jogo, mas isso compreende-se. O sistema de cobertura, apesar de ao início ser estranho, é fácil e eficiente. Não é necessário nenhum botão que nos faça colar ao obstáculo, bastando para isso, encostar-nos e o jogo automaticamente posiciona a câmara, dando uma fluidez interessante ao combate. O sistema Aggro – os inimigos centram as atenções no jogador que está na altura a ser mais agressivo, permitindo ao outro flanquear – está de tal forma bem feito que define a forma de jogar.

No plano da diversão, é muito bom. Quanto mais se joga em equipa, maior é a sensação de realização depois de limpar uma área de inimigos. Sentimos mesmo que não estamos a lutar sozinhos e precisamos sempre da ajuda do outro jogador. A táctica é essencial e usar o sistema Aggro eficientemente torna o jogo muito mais entusiasmante.

Foi bom matar com o meu amigo Triplo... saudades, claro.